E no sábado... algo tb salvou o dia pé no saco q eu passei.... almoço com meus amores Bruno e Larissa...e esse texto que colo na íntera:
(des)controle remoto - Os lapsos do humorístico CQC
Paula Ribeiro
paula.ribeiro@rac.com.br
O CQC tem como principal característica uma crise de identidade quase insolucionável. Desde a sua criação, o programa se classifica como humorístico-jornalístico, mas não consegue cumprir nenhuma das funções a contento.
Isso porque o humor que se propõe a fazer é baseado no constrangimento dos entrevistados e o jornalismo que julgam exercer é pífio.
Explico: humor é, por definição, uma forma de comunicação humana que faz com que as pessoas riam e se sintam felizes. Ali, no caso, ri-se (quando se ri) por nervosismo ou constrangimento. Já o jornalismo é apoiado em um tripé muito simples e funcional: novidade, proximidade e relevância. A começar do pressuposto de que não há notícia factual que dure uma semana, período que separa um programa do outro, não há novidade. Para superar este obstáculo, tentam novas abordagens do fato, mas acabam se tornando banais.
Vocês sabiam que, nos bastidores, repórteres de outros veículos de comunicação são prejudicados pelos humoristas do CQC? A razão é simples: quando um entrevistado vê um membro do programa inserido entre os jornalistas, desiste de dar entrevista ou de dar pelo menos uma declaração. Isso porque quando se propõe a falar com a imprensa é abordado pelos humoristas com perguntas idiotas e constrangedoras.
Ou seja: não conseguem fazer humor e ainda empobrecem o material dos “colegas”. O prejudicado é, portanto, você, leitor.
O quadro Proteste Já (o mais próximo do jornalismo que conseguem chegar) repete justamente os atos criticados dos políticos: os constrange tanto quanto eles à população, ameaçam usando o microfone como arma e quase nunca retornam ao local para checar se o problema foi, de fato, resolvido.
A ressalva é o Top Five. Realizado por estagiários e jornalistas que gravam programas em suas casas, é resultado de um intenso trabalho de pesquisa.
Mas não vou dizer que o programa sempre foi ruim. Seu primeiro ano, quando o o pique dos rapazes era visível, faziam-se boas piadas, mais voltadas para o humor do que para o constrangimento.
Tanto que na coletiva de imprensa no início deste ano, a trupe confessou que manter o pique era um desafio para a nova temporada.
A maior contradição do programa está na bancada e tem nome: Rafinha Bastos. Ele e Marcelo Tas, os únicos jornalistas do elenco, se limitam a fazer piadas. No caso de Rafinha, sua porção jornalística fica para A Liga.
Mas embora seja o berço das piadas exageradas e ácidas demais, a bancada ainda tem salvação graças ao equilíbrio visível de Tas.
O CQC, portanto, é apenas a opção menos pior para as monótonas noites de segunda-feira, dependendo do entrevistado do Roda Viva.
Eu já ODIAVA cqc... nunca achei graça.. nunca vi nada de jornalismo..tudo forçado, sem argumento, sem ouvir os dois lados da história..enfim..CONTRA MÃO do jornalismo..e a nossa queria Paula Ribeiro concorda comigo.... GRAÇAS A DEUS... pq até hoje, nunca vi ninguem se dignar a dar a cara a tapa e falar mal desses babacas!
paula.ribeiro@rac.com.br
O CQC tem como principal característica uma crise de identidade quase insolucionável. Desde a sua criação, o programa se classifica como humorístico-jornalístico, mas não consegue cumprir nenhuma das funções a contento.
Isso porque o humor que se propõe a fazer é baseado no constrangimento dos entrevistados e o jornalismo que julgam exercer é pífio.
Explico: humor é, por definição, uma forma de comunicação humana que faz com que as pessoas riam e se sintam felizes. Ali, no caso, ri-se (quando se ri) por nervosismo ou constrangimento. Já o jornalismo é apoiado em um tripé muito simples e funcional: novidade, proximidade e relevância. A começar do pressuposto de que não há notícia factual que dure uma semana, período que separa um programa do outro, não há novidade. Para superar este obstáculo, tentam novas abordagens do fato, mas acabam se tornando banais.
Vocês sabiam que, nos bastidores, repórteres de outros veículos de comunicação são prejudicados pelos humoristas do CQC? A razão é simples: quando um entrevistado vê um membro do programa inserido entre os jornalistas, desiste de dar entrevista ou de dar pelo menos uma declaração. Isso porque quando se propõe a falar com a imprensa é abordado pelos humoristas com perguntas idiotas e constrangedoras.
Ou seja: não conseguem fazer humor e ainda empobrecem o material dos “colegas”. O prejudicado é, portanto, você, leitor.
O quadro Proteste Já (o mais próximo do jornalismo que conseguem chegar) repete justamente os atos criticados dos políticos: os constrange tanto quanto eles à população, ameaçam usando o microfone como arma e quase nunca retornam ao local para checar se o problema foi, de fato, resolvido.
A ressalva é o Top Five. Realizado por estagiários e jornalistas que gravam programas em suas casas, é resultado de um intenso trabalho de pesquisa.
Mas não vou dizer que o programa sempre foi ruim. Seu primeiro ano, quando o o pique dos rapazes era visível, faziam-se boas piadas, mais voltadas para o humor do que para o constrangimento.
Tanto que na coletiva de imprensa no início deste ano, a trupe confessou que manter o pique era um desafio para a nova temporada.
A maior contradição do programa está na bancada e tem nome: Rafinha Bastos. Ele e Marcelo Tas, os únicos jornalistas do elenco, se limitam a fazer piadas. No caso de Rafinha, sua porção jornalística fica para A Liga.
Mas embora seja o berço das piadas exageradas e ácidas demais, a bancada ainda tem salvação graças ao equilíbrio visível de Tas.
O CQC, portanto, é apenas a opção menos pior para as monótonas noites de segunda-feira, dependendo do entrevistado do Roda Viva.
Eu já ODIAVA cqc... nunca achei graça.. nunca vi nada de jornalismo..tudo forçado, sem argumento, sem ouvir os dois lados da história..enfim..CONTRA MÃO do jornalismo..e a nossa queria Paula Ribeiro concorda comigo.... GRAÇAS A DEUS... pq até hoje, nunca vi ninguem se dignar a dar a cara a tapa e falar mal desses babacas!



